<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465</id><updated>2012-02-16T19:48:11.497-08:00</updated><category term='jung'/><category term='stanislavski'/><category term='orkut'/><category term='sms'/><category term='blog'/><category term='personagem'/><title type='text'>MAL DITAS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-6464174301086233625</id><published>2010-08-26T08:03:00.001-07:00</published><updated>2010-08-26T08:07:05.142-07:00</updated><title type='text'>Sou Eu Mesmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/THaCZyaMJoI/AAAAAAAAAHM/CU4gKZSfz9k/s1600/logo-eu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 193px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/THaCZyaMJoI/AAAAAAAAAHM/CU4gKZSfz9k/s200/logo-eu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509734573674342018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho receio de escrever textos que falem sobre mim. A escrita, libertária como é, pode revelar mais do que eu gostaria. Escrevemos, antes de tudo, para nós mesmos, e, por vezes, esquecemos (ou fingimos esquecer) que outros leitores irão surgir. Assim, somos tomados por um ilusório conforto de criação. As palavras não são medidas e as frases fluem com uma naturalidade assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou “karioka” de nascença e ideologia. Tomei café em Paris, chás em Londres e outros “chás” em Amsterdam. Comi alfajores no Uruguai, chucrute na Alemanha e aperitivos indecifráveis na Polônia. Experimentei (entre outras coisas) a noite belga, o tango argentino e o jazz de Nova York. Nada, absolutamente nada, se compara à cerveja com torresmo que tomo na Lapa com um desconhecido qualquer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou candango por imigração. E admito, constrangido, que o céu de Brasília é único. Ainda me deleito com os rosas e alaranjados que surgem no final da tarde e vistos de qualquer ponto da cidade, protagonizam parte do dia. Adoro passar pelo parque da cidade de Eduardo e Mônica, pelos campus da UNB de Honestino Guimarães e pelas quadras que serviram como abrigo para tantas Cássias e Zélias. Escutar o bandolim de Oswaldo Montenegro e Hamilton de Holanda. Como cachorro – quente na rua. Aceito e celebro a solidão dos eixos. E vibro com o calor humano do Festival de Cinema de Brasília. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou musical. Sou livre com a “alegria, alegria” de Caetano. Sou inexperiente diante das mulheres de Chico. Sou melhor com Elis. Sou o Rio de Janeiro com meu pandeiro na mão. Visito as favelas de Clementina, as classes médias de Nara Leão e a diplomacia de Vinícius. Visto-me da garra de Elza, carregos as armas de Jorge e como o carcará de Bethânia. Danço no Castelo das Pedras, na MelkWeg, no Studio 54 e no Clube do Choro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou leitor. Ainda não li “Crime e Castigo” o suficiente para discuti-lo com propriedade. Não evoluí o suficiente para compreender Clarice, e nem estudei o bastante para me aliar a Sérgio Buarque de Holanda. Viajei com Amyr Klink, morri com Machado e ressuscitei com Vargas Llosa e todas as suas meninas más. Passei pelo inferno, purgatório e paraíso de Dante e experimentei os sete pecados capitais. Fui personagem de inúmeras “comédias da vida privada” e encaro “a vida como ela é”. Refiz diversas vezes o caminho de Santiago de Compostela e me afeiçoei pelos sertões de Euclides e pelas veredas de Guimarães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou amante. Deitei-me com a Anita de Mário Donato. Participei da “pornopolítica” de Jabor. Encantei-me com a Lolita de Nabokov. Até o triângulo amoroso de “Política”, de Adam Thirlwell, eu vivi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou militante. Conheço a história para não repeti-la. Esbravejei textos de Marcuse na passeata dos “cem mil”. Dei as mãos à Truffaut na Cinémathèque. Chorei pela morte de Edson Luis de Lima Souto. Fui à Auschwitz. Pausa. Éramos mais de 20 quando invadimos e tomamos posse de um apartamento em Amsterdam que deveria ser ocupado pelos amigos Antônio e Alícia. Antônio morreu. Quero percorrer os "diários de motocicleta". Aprendi a repugnar qualquer preconceito e enaltecer as diferenças. Critico o ordinário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou amigo. Imperfeito. E ciente de ser quisto, não pelas imperfeições, mas apesar delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu mesmo, “a charada sincopada que ninguém da roda decifra”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto por Diego Ponce de Leon&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-6464174301086233625?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/6464174301086233625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=6464174301086233625' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/6464174301086233625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/6464174301086233625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2010/08/sou-eu-mesmo_26.html' title='Sou Eu Mesmo'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/THaCZyaMJoI/AAAAAAAAAHM/CU4gKZSfz9k/s72-c/logo-eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-7057723262679396934</id><published>2010-04-06T09:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T09:44:17.097-07:00</updated><title type='text'>Maria Gadú me salvou noite passada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7tkO0ClbpI/AAAAAAAAAGs/eYh6A4lNCxE/s1600/Maria%2BGad%25C3%25BA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457065579139919506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7tkO0ClbpI/AAAAAAAAAGs/eYh6A4lNCxE/s200/Maria%2BGad%25C3%25BA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“As coisas não andavam bem”. Kevin Johansen inicia uma de suas canções exatamente desta maneira. Farei o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As coisas não andam bem. Mas não me importo. Outro dia tive minha vida salva pela Maria Gadu. Quem?! Aquela que não passa dos 25 anos e está com música na novela. Usa corte de cabelo arrepiado e faz a linha cantora revelação lésbica pós moderna. Não é a Céu. Céu é a melancólica. Se arrasta toda pra cantar. Nem a Roberta Sá. A que canta sambas, mas insiste em ser chamada de cantora de MPB. A Mallu Magalhães vocês já identificam. Adora homens barbudos e estrelas no rosto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não consigo lembrar o nome da música que faz parte da trilha sonora do folhetim, mas Gadú tem sido lembrada pelas versões inusitadas de “Ne Me Quittes Pas” e “Baba Baby”. A primeira um clássico do Jacques Brel imortalizado nestas terras tupiniquins na voz de Maysa e reinserida em nossos ouvidos graças a uma minissérie baseada no livro “Presença de Anita” de Mario Donato, de nome homônimo. A outra, um misto de saliva e inocência perdida despretensioso, que Gadú quase nos faz crer que leva a sério, vide a profundidade (trocadilho intencional) de seu canto. Se ainda não souber de quem se trata, o Google agradece a visita. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois eis que Gadú esteve na capital dias destes e se apresentou para uma pequena platéia de 300 pessoas. Eu entre elas. Fui para o show sem grandes esperanças. Ou sem grandes expectativas, para manter o texto lírico com uma gratuita referência a Charles Dickens (ando obcecado com a literatura inglesa). Duas horas antes eu estava trocando vocábulos de baixo escalão com outros motoristas intransigentes num engarrafamento que deixaria a Rio Branco e a Paulista orgulhosas, enquanto tentava explicar para minha desavisada mãe quem seria o ser que responde por Maria Gadú e que merecia minha atenção naquela noite. Tentativa frustrada. Segui para o show. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os dias anteriores merecem alguma atenção, até para que eu possa justificar a primeira frase deste texto. “As coisas não andavam bem”. Já pensou se Tolstoi tivesse dado curso a Ana Karênina (Anna Karienina, na transliteração direta para o alfabeto latino) sem qualquer referência àquela primeira frase do romance (que versa sobre as famílias infelizes) que por si só é um pilar da literatura mundial?! Não faria sentido. Então, não pretendo importuná-los com todas as tragédias que se abateram e fazê-los chorar como se pudessem escutar Celine Dion ao fundo. Mas preciso que saibam que as coisas não andavam bem. Afinal, como teria sido salvo se não houvesse motivos para tal?! Nem sempre as coisas andam bem. Curso natural da vida. Joseph Campbell nos ensinou e aprendeu quem quis. Nem sempre as coisas seguirão satisfatoriamente Faz parte da jornada a descida. Sem ela, nada de subidas. E subir não faz mal à ninguém. Leiam Nietzsche. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O show transcorreu exatamente como eu imaginava. Bela voz. Belos dedos. Sapatos maiores do que eu imaginava (trocadilho intencional 2). Nenhuma presença de palco (ela acabou de começar). Timidez exarcebada (que a confere certo charme) e penteado parecido com o meu. Eu sempre imaginei que seria salvo por outra Maria. Talvez Maria Bethânia que me recitaria versos de Pessoa pelo resto da vida. Ou Maria da Conceição, que responde como Elza Soares, com suas lições de vida, fome e balacobaco aos 70 anos. Maria Rita quem sabe, já que não deu tempo da mãe vir ao meu resgate. Mas foi Maria Gadú quem me estendeu a mão. E a boca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No final do show, fui cumprimentá-la. Elogiei-a com verdades e mentiras. Delicada, ela sorriu. Levantei-lhe o rosto que insiste em estar levemente inclinado para a direita e a beijei. Naquele momento, éramos eu e ela. E pude experimentar dos mesmos lábios que balbuciaram shimbalaiê minutos antes. Não sei porque o fiz. E ela não soube explicar porque o recebeu. Como no beijo do asfalto de Nelson, nos despedimos. E tenho certeza de que não voltaremos a nos ver. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sei bem as razões pelas quais as coisas não andavam bem. Mas não posso e nem devo explicar de que forma Maria Gadú me salvou. Adoro não saber. Adoro as coisas não ditas. Aposto que vocês estão adorando a sensação de não saberem se o último parágrafo de fato aconteceu. Soa surreal, certamente. Improvável. Mas, seria impossível? Respondo apenas que fui salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora começo a subir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto por Diego Ponce de Leon &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-7057723262679396934?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/7057723262679396934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=7057723262679396934' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/7057723262679396934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/7057723262679396934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2010/04/maria-gadu-me-salvou-noite-passada.html' title='Maria Gadú me salvou noite passada'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7tkO0ClbpI/AAAAAAAAAGs/eYh6A4lNCxE/s72-c/Maria%2BGad%25C3%25BA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-2464940508267417651</id><published>2009-09-12T20:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T21:26:55.553-07:00</updated><title type='text'>Carta Para Meu Filho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querido filho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                        por várias vezes pensei que não estaria aqui. O conforto do silêncio me permite te escrever estas palavras. Mal recordo a última vez que desfrutamos desta tranqüilidade. Sua mãe adormeceu no meu colo e eu tento equilibrar a caneta e o papel em seu leito. Ela está exausta. Os dias têm sido difíceis. Sua enfermidade nos consume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Regojizo-me por saber que não terá qualquer memória deste momento. Sua tenra idade não permitirá que recorde destes olhos cansados, do choro contido de sua mãe. Nem mesmo do calor de nossas mãos juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Seu rosto está iluminado. Como na primeira vez que eu o vi.  A paz profunda que você parece sentir abranda o aperto do meu peito. Nada mais conta. Nada me cansa. Tudo por você. Todas as noites mal dormidas, os dias exauridos, cada vinda à Emergência, a árdua busca por esperança, a alma esgotada. Cada texto que escrevi por distração ou fuga. Cada oração que sua mãe fez por fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Quando você crescer vai conhecer um pensador chamado Confúcio e deverá prestar atenção às suas palavras. Ele nos ensina que as grandes jornadas são iniciadas com pequenos passos. E foram tantos, meu filho. Incontáveis passos até este hospital. Até a cirurgia. Por vezes sua valente mãe nos carregou, quando ela mesma mal podia andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso em todos os caminhos percorridos por tantas partes antes que eu pudesse estar aqui. Nas pessoas que trilharam as estradas comigo de mãos dadas. Lembro da Alice em Amsterdã e o dia em que ela perdeu seu filho. A dor de uma perda que eu talvez não conheça em toda a minha vida. Lembro do olhar do marido, Antônio, companheiro de luta, desmoronando em desespero com um olhar de desistência que até hoje me angustia. Lembro da senhorinha francesa, dona de uma livraria empoeirada, que me deu abrigo e esticou um cobertor no chão frio entre as estantes. Devo-lhe muito. Assim como a cada um que me jogou uma moeda enquanto cantava minha sobrevivência num cemitério coberto por neve. Recordo feliz dos gêmeos mexicanos que nada poderiam me oferecer, senão a alegria de viver. As amigas italianas e os cânticos no meio da madrugada para me lembrarem que eu não estava sozinho. Da menina de Budapeste que me levou café na beira da calçada. Daquelas senhoras búlgaras que choraram comigo à voz de Edith Piaf e me derem a passagem para casa. Lembro do casal Jorge e Fernando e tudo que me ensinaram sem precisarem dizer uma palavra. Seus avós. Não há palavra que os faça justiça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Até o dia que caminhei até sua mãe e soube que caminharíamos juntos onde quer que fôssemos. Queríamos uma família.  Planejamos você, pensamos em você e sonhamos com você. Aí você nasceu. Então paramos de caminhar e naquele dia, começamos a flutuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Algum dia vou te contar, pessoalmente, uma história que nunca esqueci. Fala sobre um rapaz perturbado, que embora recebesse carinho e devoção de sua família, nunca se encontrou. Mesmo querido e apoiado pelos amigos, buscou refúgio para suas dificuldades no vício. E se consumiu. Consumiu a todos. Carregou a família à miséria e à ruína. O câncer do alcoolismo não o perdoou. Antes de morrer, rezou para poder partir em paz. Pediu aos céus que sua medula estivesse intacta e que pudesse salvar uma jovem vida que se apagaria em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Olho para você e não sei de que forma poderei agradecer o presente que seu tio te deu. Você não lembrará da voz dele, nem do jeito engraçado, nem do sorriso. Mas pode ter certeza, meu filho, tudo que você aprender sobre família terá sido com meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso ir. Você parece estar abrindo os olhos. Sua mãe te trará carinho. Ela já está despertando. Estarei descansando aqui do lado. Não solte minha mão. Te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Seu Pai,&lt;br /&gt;      Diego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: O texto é uma peça de enredo ficcional com elementos biográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-2464940508267417651?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/2464940508267417651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=2464940508267417651' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/2464940508267417651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/2464940508267417651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2009/09/carta-para-meu-filho.html' title='Carta Para Meu Filho'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-3470135306500930735</id><published>2009-09-04T21:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T21:35:01.709-07:00</updated><title type='text'>ALL THAT JAZZ</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SqHpiZiqwOI/AAAAAAAAAF0/F_phoRV92Pk/s1600-h/sound_of_jazz_cover2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\User\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.jpg" title="IESB"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1026" type="#_x0000_t75" style="'width:336.75pt;height:237pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\User\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image003.jpg" title="sound_of_jazz_cover2"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;“All That Jazz” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Bessie Smith figura entre as principais expoentes do jazz americano. Unanimidade entre as décadas dos anos 20 e &lt;st1:metricconverter productid="30, a" st="on"&gt;30, a&lt;/st1:metricconverter&gt; cantora teve sua morte precocemente decretada. Vítima de um acidente, Bessie foi rejeitada no hospital mais próximo por ser negra. A delonga na busca por assistência médica foi determinante para seu falecimento. Inquestionável a colaboração de Dave Brubeck para o gênero. Dave foi um dos cinco músicos de jazz a estampar a capa da revista &lt;i style=""&gt;Time&lt;/i&gt;. Estranho no ninho, Dave era branco.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A canônica Ella Fitzgerald prestigiou a música brasileira e elevou-a para estágios superiores ao cantar o repertório de Tom Jobim em um dos seus mais aclamados discos. Mahalia Jackson quebrou paradigmas e produziu fusões do jazz com o &lt;i style=""&gt;soul&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;R&amp;amp;B&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;blues&lt;/i&gt;. Foi uma das primeiras negras a cantar no Carnegie Hall, o palco mais prestigioso de Nova York. O diabólico Thelonious Monk foi diagnosticado como doente mental. Leslie Gourse, principal biógrafo do pianista, atesta que o tratamento negligenciado não ofereceu chances de recuperação. Um dos mais respeitados historiadores britânicos do século passado era apaixonado por jazz. Ao abordar criticamente o movimento social por trás do gênero, com todos os seus protagonistas e relações, escondeu-se sob o pseudônimo de Frances Newton. O trabalho de cronista de jazz não poderia se confundir com a pesquisa acadêmica. O livro foi publicado em 1961 sem causar impacto. A segunda edição (e as demais) de “História Social do Jazz” (Paz e Terra, 2008) trouxe o real nome do autor: Eric Hobsbawm.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;        Em 1808 mais de meio milhão de escravos negros teriam deixado a pátria para ingressar como força de trabalho na expansão e crescimento das cidades americanas. As colônias e povoamentos negros recorreram às tradições africanas na manutenção dos mitos e ritos dos povos desfragmentados. A música possuiu papel fundamental na motivação e na realização dos afazeres e trabalhos braçais a que eram impostos. O &lt;i style=""&gt;Place Congo, &lt;/i&gt;&lt;st1:personname productid="em Nova Orleans" st="on"&gt;em Nova Orleans&lt;/st1:personname&gt;, tornou-se palco de festivais de dança e percussão africana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aos poucos, os artefatos rudimentares trazidos pelos negros africanos foram substituídos por instrumentos europeus. Músicos negros passaram a tocar violino, piano, instrumentos de corda e sopro. A influência européia sobre a música afro-americana deu origem ao jazz. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;O movimento surgiu no início do século passado e produziu diversas derivações. &lt;i style=""&gt;Ragtime, Dixieland, Swing, Bebop, Hardbop, Cool Jazz &lt;/i&gt;e&lt;i style=""&gt; Free Jazz&lt;/i&gt; foram algumas dessas ramificações. Igualmente importantes, as fusões jazzísticas causaram relevante contribuição no decorrer dos anos. Os encontros do jazz com o rock, blues e salsa foram celebrados em diferentes épocas. Mais modernos, o &lt;i style=""&gt;Nu Jazz&lt;/i&gt; e o Jazz Eletrônico clamam por novas gerações de apreciadores. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SqHpiz6srVI/AAAAAAAAAF8/GwE7NzT-8lQ/s1600-h/Jazz1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SqHpiz6srVI/AAAAAAAAAF8/GwE7NzT-8lQ/s320/Jazz1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377836214318312786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1027" type="#_x0000_t75" style="'width:300pt;height:245.25pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\User\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image005.jpg" title="Jazz1"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:10;"  lang="EN-US"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Eric Hobsbawm nos conduz sabiamente numa jornada que passeia pelos principais momentos da história do jazz. Obedecendo a uma ordem cronológica, o livro divide-se em 4 partes: 1) pré-história, de &lt;st1:metricconverter productid="1900 a" st="on"&gt;1900 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1917, solidificação da música negra nos Estados Unidos, 2) antigo, de &lt;st1:metricconverter productid="1917 a" st="on"&gt;1917 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1929, evolução musical do jazz, 3) médio, de &lt;st1:metricconverter productid="1929 a" st="on"&gt;1929  a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1941, conquista de audiência européia e início da popularização americana, e 4) moderno, a partir de 1941, abrangência universal. Hobsbawn transcende a própria paixão pelo objeto de escrita, para possibilitar um texto crítico e adverso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A genialidade de Hobsbawn permeia-se na maestria em tratar do jazz como matéria de pesquisa social. A constância racial na música incendiária dos becos negros e dos bairros étnicos americanos. A edificação de um estilo musical como expressão urbana de uma sociedade fundada em moralismos e princípios falidos. A música como elemento de resistência. As mutações no consumo de brancos e pretos. O jazz como entretenimento cultural de trabalhadores pobres. A história do movimento construída em paralelo com a sociedade americana contemporânea, seus preceitos e dicotomias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A delicadeza e a lucidez de Hobsbawn ao abordar o embate vitalício entre os músicos de jazz e a indústria fonográfica são comoventes, e propiciam uma reflexão extrínseca às páginas do livro. Compreender o movimento é fundamental para separarmo-lo de causas descontextualizadas, meramente comerciais. As inconstâncias dos festivais de jazz atuais. A obviedade do repertório de Diana Krall. As canções de Baden Powell na voz de Jane Monheit. Norah Jones com &lt;i style=""&gt;standards&lt;/i&gt; tecnicamente impecáveis. Esperanza Spalging e Leny Andrade são raridades. Certamente, Hobsbawn as escuta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O estilo, o ritmo, a cadência, a sonoridade e as referências do livro tornam a leitura deliciosa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Como a voz de Sarah Vaughn ou o sax de Charlie Parker. Sabor de jazz.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Talvez seja este o maior trunfo de Eric Hobsbawn.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SqHpjZML6fI/AAAAAAAAAGE/4EeVMVxIFFE/s1600-h/024.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SqHpjZML6fI/AAAAAAAAAGE/4EeVMVxIFFE/s320/024.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377836224323774962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1028" type="#_x0000_t75" style="'width:270.75pt;height:180pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\User\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image006.jpg" title="024"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-3470135306500930735?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/3470135306500930735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=3470135306500930735' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/3470135306500930735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/3470135306500930735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2009/09/all-that-jazz.html' title='ALL THAT JAZZ'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SqHpiZiqwOI/AAAAAAAAAF0/F_phoRV92Pk/s72-c/sound_of_jazz_cover2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-8589962233522595016</id><published>2009-03-30T16:05:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T16:26:40.617-07:00</updated><title type='text'>RECORTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SdFSBPAeEZI/AAAAAAAAAFs/qVsOEWjetj0/s1600-h/joyful_child.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319122816063115666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SdFSBPAeEZI/AAAAAAAAAFs/qVsOEWjetj0/s320/joyful_child.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos. Está lá o corpo estendido no chão. O que me importa é não estar vencido. Não está chegando a hora, nem é hora de partir. Mas de reconhecer a queda e não desanimar. Deixar toda dor interna morrer. Levantar a cabeça e dar a volta por cima. Arrependimentos eu tive alguns, mas tão poucos, indignos de menção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida louca. O amor veio e me levou com ele. E foi assim, como ver o mar, a primeira vez. Mas acabamos descobrindo que podemos vê-lo de tantas formas melhores. E assim o fiz. Sonho mesmo, a charada sincopada que ninguém da roda decifra. É minha lei, é minha questão. Sonhar mais um sonho impossível, vencer o inimigo invencível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de hoje, seu olho me olha, mas não me pode alcançar. Quem não me conhece não pode mais ver pra crer. Quem jamais me esquece não poderá me reconhecer. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Então vamos começar colocando um ponto final. Finalmente viver sem ter medo de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras são palavras e a gente nem percebe. Mas cada um tem seu jeito próprio de se defender. Basta de clamar inocência. Consegui exatamente o que eu queria. E não há nada que me detenha. Quando fui, quando não fui, tudo isso eu sou. Agora não pergunto mais aonde vai a estrada. Deixar o meu amor crescer e ser muito tranqüilo. Vai ser, vencer, brilhar, acontecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso me orgulhar e tenho a consciência que eu tenho meu lugar. Eu sou o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIEGO PONCE DE LEON&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: A inspiração do recorte musical e as referências literárias são uma homenagem ao amigo de fé e irmão camarada, Vinny Werneck.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-8589962233522595016?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/8589962233522595016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=8589962233522595016' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/8589962233522595016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/8589962233522595016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2009/03/recorte.html' title='RECORTE'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SdFSBPAeEZI/AAAAAAAAAFs/qVsOEWjetj0/s72-c/joyful_child.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-5312740776418751886</id><published>2009-03-21T17:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T08:07:37.676-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orkut'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stanislavski'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jung'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sms'/><title type='text'>COTIDIANO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/ScWCbYOoH1I/AAAAAAAAAE4/8QqpvWyCrP4/s1600-h/Orkut.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315798342052618066" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 187px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/ScWCbYOoH1I/AAAAAAAAAE4/8QqpvWyCrP4/s400/Orkut.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; COTIDIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia nós fazemos tudo igual e postamos várias horas da manhã. A necessidade da atual geração é estar sempre exposta, numa espécie de competição por popularidade. A entrega aos meios virtuais permite a falsa idéia de sermos quistos pelos demais. Buscamos o maior número de amigos ou seguidores. Construímos blogs e gastamos vastas horas do nosso cotidiano para a alimentação dos personagens que interpretamos na tela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi tão fácil inflarmos nosso ego social e nos apresentarmos como quer que seja. Cabe à nossa seletiva escolha de palavras nas descrições dos perfis afora, para atingirmos os leitores exatamente como esperado. O apelo visual das ferramentas e utensílios disponíveis, como fotos e vídeos, reforça a construção desta personalidade a ser assimilada pelo nosso círculo social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Stanislavski discorre em seu livro “A Construção do Personagem” sobre os diversos artifícios que o ator deve recorrer para a formulação perfeita do papel a ser interpretado. Mal sabia que em tempos de redes sem-fio e da geração SMS, suas técnicas seriam naturalmente aplicadas por qualquer um que intente ingressar no amplo mundo dos internautas. Arriscar posição contrária pode ser visto como suicídio social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo diante das adversidades recorrentes, sejam quais forem e independente da intensidade, recusamos todas as atitudes analógicas. O bullying ocorre via mensagens de texto entre celulares, as fofocas recheiam as páginas pessoais, vidas são destruídas por vídeos caseiros e vizinhos tornam-se célebres no You Tube. Os nerds se passam por descolados. As gordinhas estão em forma. O aluno rebelde tem página para suas especulações desprovidas de argumento e ainda sim, registra números impressionantes de comentários em cada texto. Namoros iniciam via email e terminam pelo MSN. Mallu Magalhães, coitada, acredita que as visitas no My Space façam dela cantora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tragédia maior recai na máscara que vestimos. Distanciamo-nos gradativamente de nossa sombra (viva Jung!) e a cada scrap estamos cada vez mais longe de quem verdadeiramente somos. Fernando Pessoa nos alertou anos atrás, que determinada hora, a máscara estará grudada ao nosso rosto (persona). Conseguimos nos convencer de tudo que adoraríamos ser e passamos a viver em locais públicos. Os danos serão irreparáveis. Pouco importa. A liberdade de escolha diante de um número infinito de personagens é apelativa e estamos seduzidos. Gil cantou sobre a internet quando esta dava os primeiros passos e soava musical. As trilhas são inúmeras. E estão todas ilegalmente disponíveis no E-mule e no Limewire aguardando download. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Irônico pensar na vastidão do mundo da internet e no que poderia nos propiciar, quando nos submetemos e passamos a teclar cada letra passivamente. Escravos de nossos perfis, depoimentos e buddypokes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tomara que as músicas continuem sendo baixadas, os blogs escritos e os perfis criados. Mas que os internautas se tornem mais conscientes e possam desempenhar seus papéis com a verdade que lhes condiz. Bons tempos aqueles em que o amor era o ridículo da vida. O amor é virtual. Assim como o sexo, as amizades e tudo aquilo que você não é. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Palavras pouco românticas para os orkuteiros e twitteiros de plantão, escritos por um blogueiro, membro da mesma rede que une todos nós. Sou lido e visto. E você que não é? Deve estar morto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto por DIEGO PONCE DE LEON &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-5312740776418751886?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/5312740776418751886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=5312740776418751886' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5312740776418751886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5312740776418751886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2009/03/cotidiano.html' title='COTIDIANO'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/ScWCbYOoH1I/AAAAAAAAAE4/8QqpvWyCrP4/s72-c/Orkut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-5448547550367458355</id><published>2008-12-17T09:33:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T13:32:54.059-08:00</updated><title type='text'>Quando Eu Estou Aqui</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SUk4qs6cC_I/AAAAAAAAAEM/EGy06uSMetI/s1600-h/apl1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280814344330546162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 193px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SUk4qs6cC_I/AAAAAAAAAEM/EGy06uSMetI/s400/apl1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando eu estou aqui...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conservatória é, certamente, das mais pitorescas cidades no interior do estado do Rio de Janeiro. As razões são inúmeras. O título de “Capital Nacional da Seresta” é uma delas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cada noite, sob o luar, seresteiros percorrem as ruas enladrilhadas cantando e declamando o próprio amor. As namoradeiras se espreitam no descanso das janelas para escutar as poesias e canções. Cenas quase barrocas. Quisera poder moldá-las. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Seu” Fernandes, 75 anos, é seresteiro querido na cidade. Dedicou os últimos 20 anos na manutenção do Museu da Seresta, que guarda um acervo musical precioso. “A memória de José Borges deve ser honrada”, diz Fernandes. Ele se refere ao primeiro cancioneiro a se instalar na cidade. No final da década de 50, José Borges e seu irmão Jubert (que ainda está vivo, aos 87 anos) se sentavam na praça e cantavam até o amanhecer. As pessoas se aproximavam, cantavam juntas. Aos poucos outras vozes se fizeram ouvidas. O poeta e seus versos. O pintor com suas telas. O violeiro e suas cordas. Nascia a tradição cultural da cidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto “Seu” Fernandes relata os “causos” da pequena cidade, Dona Lúcia olha-o atentamente. Interrompe-o diversas vezes. “O senhor me desculpe!”. E passa ela a contar histórias inacreditáveis ocorridas ali. Não sem antes fazer o sinal da cruz. Passava o cortejo que velava o corpo de Dona Sarita, esposa do médico da cidade. As portas do comércio se fechavam conforme os amigos e familiares de Saritinha, como era carinhosamente chamada, seguiam rumo ao cemitério. Entoavam cantigas fúnebres. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Pessoa boa. Alma pura”, lamentou Dona Lúcia. Mas retomou logo a narrativa sobre o rico folclore local. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lendas de uma fantasia deliciosa. Estórias (uso a palavra em respeito a João Ribeiro) para comer. Um universo de escravos e senzalas. Curandeiros e milagres. Seresteiros e amores eternos. Gilberto Freyre ficaria orgulhoso. Caio Prado Jr. torceria o nariz. Pena que Dona Lúcia é logo censurada pela filha, aflita para seguir o rumo de casa e receosa pela chuva que ensaiava uma tempestade daquelas. A aula de música com Maria Olímpia, esposa de “Seu” Fernandes tinha acabado. Agarrou a mão da mãe e seguiram as duas, fugindo dos pingos que já caiam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A música “Ontem ao Luar”, de Catulo da Paixão, tocava num rádio antigo que transmitia a programação da única estação da cidade. O aparelho arcaico parecia padecer junto à canção. O cantor soava melancólico e podia-se quase imaginar sua expressão. “Quem está cantando sou eu”, revela “Seu" Fernandes. Com o olhar emocionado me entrega a cópia de seu mais recente livro, “Jardim dos Buquês”. Lê-se nas primeiras páginas: “Em Conservatória, as serenatas e serestas revivem em nossos corações, um tempo que não existe mais.”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No pacato vilarejo, as crianças brincam nas ruas, os namorados compram algodão doce na praça, as moças puxam a barra da saia e os bilhetinhos de amor adentram as frestas das sacadas floridas. O sino da igreja convoca todos para a missa. E eles vão cantando. Desde a porta de casa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Adendos: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nos fins de semana, seresteiros locais e vindos de cidades próximas atraem os visitantes e a população local com as andanças pela cidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em Conservatória, todas as casas recebem nomes de canções seresteiras. Estava hospedado na “Lábios que Beijei”, bem de frente à “Emoções”. Sugestivo para uma bela crônica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="Em tempo. Qualquer"&gt;Em tempo. Qualquer&lt;/st1:personname&gt; morador faz questão de diferenciar a seresta da serenata. “A seresta ocorre dentro do recinto. A serenata é sempre nas ruas. Mas ambas falam de amor”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O nome da cidade, diferente do que a maioria imagina, não tem qualquer relação com a alma musical do local. Antiga área dos indíos Ariris, Portugal, ainda na época do império, instituiu ali um cartório para registro dos indígenas, que em terras portuguesas, recebe o nome de conservatório. Daí o nome.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abraços para Gi e Cris. Companheiras de divagações eloquentes (sem trema!) e de risadas contextuais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Texto de Diego Ponce de Leon &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-5448547550367458355?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/5448547550367458355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=5448547550367458355' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5448547550367458355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5448547550367458355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/12/quando-eu-estou-aqui.html' title='Quando Eu Estou Aqui'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SUk4qs6cC_I/AAAAAAAAAEM/EGy06uSMetI/s72-c/apl1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-167769751286741051</id><published>2008-10-24T07:46:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T07:59:08.192-07:00</updated><title type='text'>Pouco Eu Não Quero Mais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SQHhcRX-9AI/AAAAAAAAAEE/VuDF8TEj184/s1600-h/housingbubbleburst.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 115px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SQHhcRX-9AI/AAAAAAAAAEE/VuDF8TEj184/s200/housingbubbleburst.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260733715562034178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Algumas pessoas – pessoas felizes irritantes – acreditam no poder do pensamento positivo. Elas estão satisfeitas por estarem aqui, seja lá onde quer que aqui seja e acreditam que tudo aconteça por uma razão. Isso os separa estreitamente dos teóricos conspiradores, que acreditam que tudo ocorre por uma razão, mas uma razão ruim (e possivelmente judaica). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Eu mesmo sou um apreciador do pensamento negativo. Pessimista por natureza. Acordo diariamente me perguntando a tragédia do dia. O que acaba me causando certa ansiedade, mas prefiro o cotidiano suscetível a desventuras em série, do que dias prolixos e tão vazios. Entretanto, nos últimos dias, minha voraz expectativa por desgraças diárias foi globalmente aniquilada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Os americanos felizes resolveram estourar a bolha de crédito. As igualmente felizes instituições financeiras (corre pelos corredores, que andam um tanto quanto bucólicas e introspectivas nos dias mais recentes, uma ofensa para os ensolarados dias de outrora), soltaram no mercado falido mais verba que deveriam. Pobre Milton Friedman, cujas lições (e ascensão heróica) foram jogadas a esmo com a própria economia mundial e suas bolsas (Louis Vuitton). Ironicamente, grandioso para o esquecido Keynes, que livrou a América de amargar posições hierarquicamente inferiores no ranking mundial após a queda de 29, e que retorna de forma triunfal, protagonista, como se Don Corleone estivesse vivo. Abram as cortinas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Destarte, sigo inócuo diante do colapso financeiro. Acordei hoje me perguntando, como sempre, qual poderia ser o ápice negativo do meu dia. Crise Financeira!!! Está lá.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Feito, nada a ser questionado. Posso priorizar meus compromissos. Quem sabe tomar um chá, ler crônicas despretensiosas ou divagar sobre Christopher Campbell. Não há ninguém com câncer. Se morreu alguém, mero figurante. Todos ainda me amam. Só há a crise. E quem há de discordar?! &lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Eu lhes digo: os otimistas! Cegos (que o diga Saramago) e potenciais responsáveis por essa crise (afinal quem não poderia prevê-la?!), já tecem jornadas e roteiros cinematográficos (à &lt;st1:personname productid="la David Lynch" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="la David" st="on"&gt;la David&lt;/st1:personname&gt; Lynch&lt;/st1:personname&gt;), para que possam rapidamente superá-la. Hipócritas. Tenho pena. Aguardo ansiosamente pelo desfavorável. Meus dias florescem quase poéticos. A pedra de Drummond é velha conhecida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Otimismo é analogia franca e escancarada de um pessimismo alegre. Grifo meu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Desafortunadamente e tragicamente (pelo vosso sacrifício), terei que encerrar prematuramente meus vocábulos, que vale ressaltar, foram apenas proporcionados pela falta de preocupações alheias e consequentemente, por uma mente vazia que vagueia em busca de desfechos rodriguianos. As cortinas teimam em não fechar. Se lhes compete, bati meu carro ontem. Nada muito apocalíptico. Uma faísca de gozo (regojizo) precoce. Preciso passar na AIG. Na AIG! Adorei! Que venha o pior. Mal posso esperar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Texto de Diego Ponce de Leon&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Inspirado livremente nos textos do blogueiro conservador (sim, eu leio os dois lados) Mac Johnson.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-167769751286741051?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/167769751286741051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=167769751286741051' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/167769751286741051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/167769751286741051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/10/pouco-eu-no-quero-mais.html' title='Pouco Eu Não Quero Mais'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SQHhcRX-9AI/AAAAAAAAAEE/VuDF8TEj184/s72-c/housingbubbleburst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-6398994122318581075</id><published>2008-10-03T16:13:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T23:03:54.466-07:00</updated><title type='text'>BENÇÃO DA DESPEDIDA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SOan3oZK9GI/AAAAAAAAAD8/FxGZbelIpaQ/s1600-h/hahahaha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SOan3oZK9GI/AAAAAAAAAD8/FxGZbelIpaQ/s200/hahahaha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253070589551899746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abençoai-me irmãos.   &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Chico Buarque de Holanda. Sua graça e boêmia, parceiras constantes. As canções e as melodias. Ordenai: “vai meu irmão, pega esse avião”. Meros súditos hão de obedecer. Questiona “o que será do amanhã”, sem nos dar resposta concreta, mas acalenta a alma, quando emana que “será outro dia” e quem sabe, eu “morra de rir”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Maria Bethânia e Caetano Veloso. Vossa irmandade santificada. Embora não invejo, pois da minha própria, certamente invejais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saravá!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Roberto Carlos. Na verdade, é justo e necessário, que se faça desse, a presença divina, pois nenhum outro atingirá tantos fiéis, como ele o fez. Cantastes a amizade simplória, mas intrinsecamente franca: “você meu amigo de fé, meu irmão camarada”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Vinicius de Morais e todos os seus parceiros. Irmãos poetas, trovadores abençoados. Somente de suas fraternas graças, poderias nutrir-nos com um manto protetor tamanho, que somente dele, dependeria, se a vida não me presenteasse com dois anjos, pilares do que vivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saravá!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Flora Figueiredo, poetisa. Singela nos vocábulos, cala-nos com precisão e profetizas:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Quando chegarem,&lt;br /&gt;subam ao ponto mais alto do lugar.&lt;br /&gt;E então acenem.&lt;br /&gt;De onde estiverem, quero enxergar&lt;br /&gt;esse momento em que vocês vão constatar&lt;br /&gt;que a vida vale grandemente a pena”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Glória ao pai, Antônio Carlos Jobim, maestro de todos nós. Abençoado sois e fizestes de seus irmãos, tenras criaturas. Descansai. Cuida dos meus irmãos agora. Cubra-os com sua santidade e dá-lhes força.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Bigo e Nem. Pelas lágrimas. Pelos ensinamentos. Por fazerem de mim, irmão. Irmãos coragem, irmãos tropicalistas, Irmãos Corsos e Roccos, irmãos Gallagher e Grimm. Los Hermanos. Blues Brothers. Irmãos Kaufman. Caetano e Gil. Tom e Vinicius. Tetê e Kiko. Eu,Rodrigo e Daniel. Entidades celestiais ainda não inventaram nada melhor. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pelas mãos dadas, pelos ombros de apoio. Pela amplitude do que representam e pela ausência que jaz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A benção, Marcelo Camelo e sua áurea melódica maior que a minha. Sua simplicidade incômoda que atesta:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“vim só dar, despedida”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ide em paz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saravá!!!&lt;/p&gt;&lt;p class="EC_EC_EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Texto de Diego Ponce de Leon&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-6398994122318581075?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/6398994122318581075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=6398994122318581075' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/6398994122318581075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/6398994122318581075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/10/beno-da-despedida.html' title='BENÇÃO DA DESPEDIDA'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SOan3oZK9GI/AAAAAAAAAD8/FxGZbelIpaQ/s72-c/hahahaha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-944306907966391876</id><published>2008-09-11T18:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-12T05:00:34.145-07:00</updated><title type='text'>Lista Sem Valor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SMm_8lR911I/AAAAAAAAADA/4SE1YvmReRs/s1600-h/Overrated.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244934288570177362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SMm_8lR911I/AAAAAAAAADA/4SE1YvmReRs/s200/Overrated.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;O jornalista Adriano Silva, colunista de Época, reproduziu recentemente uma lista de personalidades consideradas “&lt;span id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;overrated&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;”. O termo britânico engloba qualquer assunto ou pessoa que receba atribuição superior a real valia. Ou seja, aqueles que talvez gozem de prestígio inabalável, mas que não mais façam jus ao elogio. A &lt;span id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; foi conscientemente e reconhecidamente plagiada da revista &lt;span id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Rolling&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Stone&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que em sua edição americana incluiu entre os “super-valorizados” a cantora standard &lt;span id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Barbra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Streisand&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, vencedora de &lt;span id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Grammys&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e detentora de vendas exorbitantes, mas que há alguns anos não produz nada inovador e chega a desafinar. Robert de &lt;span id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Niro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e sua performance &lt;span id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;prolixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de canastrão mafioso também foram criticados. Aparentemente, diz o periódico, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;ator&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de personagens míticos como &lt;span id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Scarface&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, não mais impõe qualquer pessoalidade aos novos tipos que incorpora e se restringe a repetir caras e bocas, que são velhos conhecidos do público. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Adriano enumera suas vítimas e nos convida fazer o mesmo. Aceitei o convite.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Eis a minha lista: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Gal Costa: a cantora baiana, peça fundamental no movimento tropicalista e pilar da cultura musical brasileira, perdeu-se no repertório e se mantém num ostracismo &lt;span id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;incômodo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; há alguns anos. A voz aguda característica não causa o mesmo impacto e a doce bárbara vive encostada na sombra de um passado brilhante, mas já distante. A igualmente importante colega de cena, Maria &lt;span id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Bethânia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, segue caminho inverso. Munida de uma maturidade explícita e de uma escolha impecável de canções, a irmã de Caetano usufrui de um prestígio digno e justo, construído a base de Tom &lt;span id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Jobim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e Chico, mas também de &lt;span id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Almir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Sater&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e Lenine. As poesias de Fernando Pessoa seriam até desnecessárias, mas adoçam ainda mais o mel da abelha rainha. A outra, dizem, nem mais a letra de “Meu nome é Gal” consegue lembrar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Pelé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: o rei do futebol brasileiro deveria ter se restringido a carreira &lt;span id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;esportiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Os exemplos esdrúxulos que &lt;span id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Pelé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; produziu do ridículo são inúmeros. Vide qualquer uma de suas entrevistas. Os erros de português, absolutamente superiores aos números de &lt;span id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;gols&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; feitos. As excursões dignas de misericórdia na música. Os milhares de filhos reconhecidos e os que ainda estão por vir. E o brasileiro ainda estufa o peito para menosprezar &lt;span id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Maradona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, maior concorrente no futebol de décadas atrás (já se vão quantos anos, mesmo?!) e que não merece enaltecimento algum, diga-se de passagem, mas não brinda os argentinos com pérolas da ignorância popular. Os vícios são uma lástima. Mas, nossa maior droga, ainda é o próprio &lt;span id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Edson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Arantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Mamonas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Assassinas: a irreverente banda, sucesso dos anos 90, produziu um único disco. Ponto. Não preciso escrever mais nada. O acidente tornou-os mártires. Sem causa ou ideologia. Leitores admiradores dos comediantes musicais possivelmente me desprezam neste momento, mas lembre-se que a lista trata de uma valorização extrema. Sem dúvida, as letras e melodias criadas por &lt;span id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Dinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Cia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; são de importância ímpar. &lt;span id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Irônico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, eu?! Imagina. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Coelho: o &lt;span id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;popularesco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; escritor de romances piegas disfarçados de auto-ajuda... &lt;span id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Opa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Sem mais comentários. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Augusto &lt;span id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Cury&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: reveja comentário acima acerca do pai do alquimista. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade &lt;span id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;sedenta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; por novos heróis e incapaz de produzi-los, talvez seja válido desmitificar certas lendas. As lendas, diferentemente dos mitos, são moldadas com o tempo e formulam-se a partir da imaginação do povo. Aparentemente os questionáveis dados fornecidos pelo governo que traz o pobre menos pobre e a classe média abraçando mais da metade da população brasileira, são verdadeiros. A massa passou a frequentar o cinema, ou pelo menos a comprar o &lt;span id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;dvd&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pirata para &lt;span id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;assistí&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-lo no aparelho comprado a prazo nas Casas &lt;span id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Bahia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. E adoram o que &lt;span id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected"&gt;vêem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Se não fosse assim, estariam rindo da própria desgraça. Ou sou eu, imaginando?!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;Vive-se um momento do &lt;span id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;favelado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; heróico. As referências &lt;span id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;supramencionadas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; são tão menores que o Capitão Nascimento ou o Zé Pequeno. Nada mais coerente. Corre pelos corredores da Cidade de Deus, que Gal está &lt;span id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;planejando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; uma aparição na &lt;span id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;seqüência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do filme de Fernando &lt;span id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Meirelles&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Ele se recusa a pagar o &lt;span id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;cachê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Personagens para o &lt;span id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Pelé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não faltam. O roteiro será de Paulo Coelho e o argumento final de &lt;span id="SPELLING_ERROR_42"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Cury&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Sucesso absoluto. Em breve, na feira mais próxima de você. Os extras estarão recheados. Até o menino Josué, de Central do Brasil, tece depoimentos arrematadores.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;Pensando melhor, talvez os “&lt;span id="SPELLING_ERROR_43"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;mamonas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;” tenham alguma importância. Afinal, no Brasil, melhor rir do que chorar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;E na sua lista, quem seriam os eleitos?!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:130%;"&gt;Texto por Diego &lt;span id="SPELLING_ERROR_44"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Ponce&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_45"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Leon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-944306907966391876?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/944306907966391876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=944306907966391876' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/944306907966391876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/944306907966391876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/09/lista-sem-valor_11.html' title='Lista Sem Valor'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SMm_8lR911I/AAAAAAAAADA/4SE1YvmReRs/s72-c/Overrated.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-6247505011162214745</id><published>2008-06-10T16:38:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T11:11:21.229-07:00</updated><title type='text'>"Favas e Escrúpulos"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gEmqtnsyxHQ/SE8URAKtrWI/AAAAAAAAAAU/KCi3E7Cd6-A/s1600-h/Passarinho.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210405576226221410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gEmqtnsyxHQ/SE8URAKtrWI/AAAAAAAAAAU/KCi3E7Cd6-A/s320/Passarinho.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                               Favas e Escrúpulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar diante de uma das mais emblemáticas figuras do cenário político nacional não foi tarefa fácil. A frieza e imparcialidade exigidas propiciam uma quase comoção ao encontro. O senhor sentado à minha frente luta por uma sanidade ameaçada pelos oitenta e oito anos vividos. Já não amedronta tanto. Jarbas Passarinho viveu a última década num ostracismo perturbador, desde que largou seu terceiro mandato como ministro. Os quarenta anos que nos separam do ano de 1968, que tornaram o ex-senador célebre na história política brasileira, lhe propiciam algumas faíscas de notoriedade. Ainda instiga questionar as razões que o fizeram concordar e ratificar a promulgação do Ato Institucional N° 5, que levou o país a sucumbir aos anos de chumbo subseqüentes. O Brasil conheceria sua hipocondria maquiavélica. Tornaria a tortura intrinsecamente ligada ao aparelho social reparador e produziria vítimas fatais. Vladimir Herzog foi torturado e morto. Gilberto Gil foi preso. Marília Pêra foi despida. Jarbas Passarinho assume a responsabilidade. E não se arrepende. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora com ares domésticos me recebe no portão e pede para que eu aguarde. O coronel estava encerrando uma conversa e me receberia em seguida. A casa é simples. Os quadros tortos trazem figuras religiosas e telas barrocas. A mobília é antiga e ajudam a caracterizar o ambiente rústico e mal conservado. O arsenal militar aos poucos toma forma e torna-se perceptível a cada olhar. Certificações, honras ao mérito e medalhas de bravura estão exaustivamente expostas. Lê-se “Estado do Acre” em boa parte desses documentos, o que me faz pensar que o estado natal do entrevistado esteve orgulhoso de seu servo. A idade avançada contradiz os vários maços de Hollywood jogados sobre a poltrona. Não pude observar a coleção de vinis disposta ao lado. Ele me aguardava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Calejado por um resfriado, Jarbas não oferece relutância em responder longamente minhas indagações. Inicia um longo discurso sobre o comunismo e a esquerda armada no país. Para fundamentar sua exposição mostra os diversos títulos socialistas que compõem a biblioteca que jaz em seu escritório. Vejo Marx, Webber, Guevara e Marcuse. Autores que influenciaram o movimento estudantil a insurgir contra o governo militar, do qual Jarbas fazia parte em 68. Didaticamente expõe todos os fatos que antecederam o AI-5, claramente justificando as atitudes que seriam tomadas posteriormente. Começo a questioná-lo abertamente acerca do tema. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Jarbas não tem qualquer arrependimento. Apenas lamenta que algumas de suas posturas possam ter sido mal-interpretadas no decorrer do tempo. Quando lhe pergunto se preferia não ter sido convocado para a reunião que resultaria no AI-5, responde categoricamente: “Preferia, não poderia!”. Assume uma responsabilidade passiva. Segundo ele, a pressão do Exército não lhe restava opções. Enaltece a postura de Pedro Aleixo e lamenta não poder provar os elogios que dirigiu ao advogado, único contra a promulgação, no decorrer da reunião. Diz ter concordado com o ato, na certeza de que sua duração não ultrapasse o proposto pelo então presidente Costa e Silva. Contraria os mais conceituados estudiosos da época e alega que o AI-5 foi produto daquela cúpula. – “Não tinha decisão”. Afirmo então que Elio Gaspari e Zuenir Ventura atribuem uma função meramente simbólica à reunião, ou uma tentativa frustrada de Costa e Silva de buscar resistência à promulgação. –“Nunca li Elio Gaspari. E morro sem ler. Zuenir Ventura foi aliciado por ele”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A palavra “repugnância” é repetida algumas vezes quando questionado sobre outros participantes que, diferentemente dele, se disseram arrependidos alguns anos depois. Tece críticas vorazes ao que ele alega ser falta de caráter. O coronel faz pausa neste momento e se comove. Talvez repugnando a postura dos colegas. Talvez se regojizando por não ter feito o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Embora fosse parte importante da pauta, a tortura é mencionada pela primeira vez por ele. Aproveito imediatamente: - “A tortura ocorreu, Jarbas? Ocorreu!” Estava ali dito com todas as letras. Naquele momento soube o peso da entrevista. Poucas pessoas vivas podem responder categoricamente tal pergunta. A tortura não se questiona. Assumi-la foi revelador. Conta então do primeiro caso de tortura que teve ciência e diz que a prática era mantida por setores que agiam sem o consentimento do governo. Afirma que seu irmão e sua esposa foram vítimas. Mais uma vez culpa a pressão militar como fator decisivo no exercício da tortura. Encerra o assunto questionando qual nação soberana não tenha se utilizado da tortura para averiguar fatos que julgue relevante. Exaltado, sugere que se este jornalista que vos escreve estivesse sob tortura, falaria o que fosse. Prefiro pensar que não, assim como prefiro não ter conhecido os calabouços do DOI - CODI. A partir daí, Jarbas Passarinho se nega a responder qualquer outra pergunta sobre o tema. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No final da conversa o coronel gagueja. Perguntado sobre o legado que poderia deixar para esta geração que cultua 68, diz que somente através da educação se faz revolução. Por alguns segundos, soou como discurso de líder estudantil. Daqueles contra governos militares. Ainda deu tempo de criticar a juventude atual, sem intelecto e incapaz de discussões fervorosas. Certamente a resposta mais franca. O gaguejo confirma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele não escuta Caetano Veloso. Prefere Milton Nascimento e Rachmaninoff. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto e entrevista por Diego Ponce de Leon &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-6247505011162214745?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/6247505011162214745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=6247505011162214745' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/6247505011162214745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/6247505011162214745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/06/favas-e-escrpulos.html' title='&quot;Favas e Escrúpulos&quot;'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gEmqtnsyxHQ/SE8URAKtrWI/AAAAAAAAAAU/KCi3E7Cd6-A/s72-c/Passarinho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-5229118630525444257</id><published>2008-06-10T16:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T16:37:42.504-07:00</updated><title type='text'>"Cucurrucucú Paloma"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gEmqtnsyxHQ/SE8QNwKtrVI/AAAAAAAAAAM/JwDmF1VUxfU/s1600-h/paloma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210401122345135442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gEmqtnsyxHQ/SE8QNwKtrVI/AAAAAAAAAAM/JwDmF1VUxfU/s200/paloma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Cucurrucucú Paloma" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caetano nasceu cego. Não conheceu o doce vermelho do morango. Não experimentou o vermelho ardente do fogo. O verde das folhas. A natureza verde. O céu azulado. O azul do amor. A vida era preto e branco. Como nos filmes de outrora. Como Glória no "Crepúsculo". Como a escuridão profanada nos tristes lábios que disseram: "Rosebud" em Cidadão Kane. Não havia cores. Nem o colorido de Frida Kahlo coloria seus olhos fechados. Questionava a vida. Sua função, suas virtudes. E a achava inútil. Nunca sorriu! Nem riu. A boca cerrada e a tristeza estampada eram fiéis companhias. Nunca sorriu... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escutava Dolores Duran e compartilhava de sua angústia. Sentia Maysa e compartilhava de suas lágrimas. Ouvia Elizete e compartilhava da "Canção do Amor Demais". Lia com os dedos Augusto dos Anjos e compartilhava de sua repulsa e hipocondria. Era digno de pena. Misericórdia pelo rapaz cego! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na inócua juventude conheceu Paloma. Doce Paloma. De cachos negros, pele dourada, olhos mel e lábios rosa. Cores vibrantes aos olhos inquietos de Caetano. Enamorou-se. Perdeu-se no amor. Encontrou-se na paixão. Mas seguia triste e calado. Faltava-lhe visão para declarar o contido sentimento. Mal sabia que doce Paloma nutria sentimento igual. Que aguardava ansiosamente mostrar-lhe o mundo, os filmes coloridos e as músicas de Gil. Existia algo especial na vida turva e desfocada daquele rapaz que nunca sorriu. Ela, com visão nítida e transparente, tampouco tivera razão para sorrir. Choravam, juntos, a ausência do outro. Ele desejando vê-la. Ela preferindo não ter visto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A dor insuportável do sentimento que o coração não lhe continha, o fez atingir o inimaginável. Na presença de Paloma, numa tarde ensolarada, de um dia vívido em cores, declara-se. Paloma, repleta e sufocada de uma sensação de alívio e libertação tão intensos quanto a paixão que impulsionava seu coração à uma batida frenética, perdeu-se nas palavras e rendeu-se à uma falta de ar e a um choro descomunal. Pena que ele não pode ver doce Paloma ofegante, mas sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inibido pela respiração vacilante da amada e pelas lágrimas que imaginava escorrer, embebedou-se da certeza inabalável que seu amor jamais fosse recíproco. Humilhado pela exposição explícita do âmago da dor, levantou-se e correu em direção ao quarto. Não sem antes cair, derrubar-se e perder os passos. Na gaveta, empunhou-se da tesoura, que já alimentara sua imaginação anteriormente, mas que não cumprira seu papel. Deferiu um único golpe contra o próprio corpo. Não viu o sangue vermelho. Nunca sorriu! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Houve apenas tempo para que Paloma, ainda calada, lhe desse um único beijo. Como o beijo no asfalto de Nelson Rodrigues. Como uma despedida. Os lábios rosa de Paloma na sua boca. Com a mesma boca, Caetano proferiu suas últimas palavras: "Te vi, te vi, te vi. Eu não buscava à ninguém e te vi." No rosto de Caetano, um sorriso eternamente estampado. Imortalizado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“O resto é o silêncio.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto de Diego Ponce de Leon &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-5229118630525444257?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/5229118630525444257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=5229118630525444257' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5229118630525444257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5229118630525444257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/06/cucurrucuc-paloma.html' title='&quot;Cucurrucucú Paloma&quot;'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gEmqtnsyxHQ/SE8QNwKtrVI/AAAAAAAAAAM/JwDmF1VUxfU/s72-c/paloma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-4267237302158044316</id><published>2008-05-29T16:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T12:30:35.751-07:00</updated><title type='text'>"1968 - O Ano Que Não Terminou", de Zuenir Ventura</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SD9DrljN2JI/AAAAAAAAACM/L8dv1PsgoGE/s1600-h/1968.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205954110356838546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SD9DrljN2JI/AAAAAAAAACM/L8dv1PsgoGE/s400/1968.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;1968 – o ano que mal começou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o reveillon daquele ano em Paris. No que me compete, não poderia afirmar que na capital francesa tenha ocorrido festa similar à celebração do ano que surgia, como a que se deu na casa de Heloisa Buarque de Holanda. Zuenir Ventura abre “1968 – O ano que não terminou” (Planeta, 2008) relatando os casos e acasos daquela memorável noite, que de alguma forma, como pretende o autor, já estabelecia o tom dos acontecimentos que estava por suceder e varrer o país de uma forma avassaladora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;A história me elegeu testemunha quando permitiu que eu estivesse a caminho do Cinematéque, onde pretendia assistir qualquer filme, embora já soubesse que possivelmente Godard estaria em cartaz, no dia mais importante de sua trajetória, quando sucumbiu e fechou as portas. Ali se anunciara tempos antes, que “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, faria parte uma mostra de filmes latinos a ser montada. Eu soube do culto ao filme de Glauber no Brasil e aguardava ansiosamente por sua estréia. Não demorou para que eu fosse informado pelos dispersos estudantes que circulavam nas proximidades, do absurdo que significava o afastamento de Langlois. Quando percebi, já era militante ativo de uma manifestação que ocorria em frente ao cinema. Nesse instante, ajudei a pichar “É proibido proibir”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Foi o sociólogo e intelectual Fernando Henrique Cardoso, por acaso meu professor na Universidade de Nanterre, que me proporcionou um panorama crítico e detalhado dos eventos que abalavam a sociedade brasileira. De tais eventos, testemunha eu não fora, mas Zuenir me fez observador atento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Leandro Konder, filósofo da época e personagem na obra de Zuenir, foi quem melhor definiu as atribuições do livro quando afirma: “1968 – O ano que não terminou presta relevante serviço à revitalização da consciência democrática brasileira.” Num país de memória escassa e que ao desconhecer o passado, se condena a repeti-lo, Zuenir Ventura esmiúça o passado e nos condena a engoli-lo. Vítima da repressão que se instalava, Zuenir se mostra imparcial e retrata fielmente os ocorridos. Mas recorre, sem pudor e com maestria, à ironia clara, que seria referência em seus textos futuros. Célebres ou inusitados, os momentos descritos ganham formas impecavelmente vívidas e vorazes, onde os coadjuvantes são protagonistas e os detalhes, texto principal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;A morte de Edson Luís de Lima Souto, no Rio, nem se compara à agitação ocasionada em virtude de sua missa de sétimo dia. Morto irrisoriamente durante tumulto causado pelo descontentamento do aumento nos preços do restaurante estudantil Calabouço, descobre-se que foi sua missa, não sua morte e muito menos ainda sua militância (inexistente), que o fez mártir da juventude. Diante da Candelária, eu certamente teria repetido: “Inesquecível, padres.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;A Passeata dos Cem Mil é, literalmente, um capítulo à parte. Podemos transitar dentre a multidão e por alguns instantes o livro em nossas mãos quase se torna mais um cartaz dentre tantos. A rua ao lado poderia ser a Rio Branco ou a Presidente Vargas. O Teatro Municipal se ergue majestosamente nos tropeços da imaginação. Escutamos com uma clareza estarrecedora as palavras dos vários discursos de Vladimir Palmeira. Zuenir sabe a medida exata da longitude de seu texto. Pouco mais, era capaz de me levantar e esbravejar meus ideais. Ao término do capítulo, eu disse em voz alta, como se diante de uma platéia: “Foi o espetáculo mais impressionante que eu vi na minha vida”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Por vezes, a sensação é repugnante. O estômago embrulha. Como assistir um filme de David Linch. Indigerível. A veracidade cinematográfica da assembléia no Teatro de Arena da Faculdade de Economia, na Praia Vermelha, que culminou com a vingança abusiva, imoral e subversiva no campo do Botafogo é incômoda. A sexta-feira sangrenta pungiu minha dignidade e manchou de vermelho minha impotência. Naquele dia, eu já teria atestado: “Quando o Exército não será um valhacouto de torturadores?”. A única cor rouge que pairava minhas afixações, era a representada por Daniel Coehn. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Caetano, Gil e Geraldo Vandré protagonizavam o ménage à trois mais interessante do cenário musical relevante. Com direito a amante de luxo: Chico Buarque. O painel musical e as transformações culturais oriundas desse, trazem ritmo e uma dinâmica melodiosa ao livro. As letras, as peças de teatro, o idealismo artístico, a nudez de Marília Pêra, a boca suja de Marieta Severo, o carcará de Bethânia, a alegria de Veloso, o domingo de Gil, as carolas de Chico e por fim, as flores de Vandré, expunham o liberalismo e a evolução do senso comum. Talvez maior herança daquele ano. Empurraram os estudantes e deram voz às suas reivindicações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Estudantes! Caros estudantes. Invejo-os. Não que as passeatas no Quartier Latin fossem despretensiosas. Mas a causa não era minha. Teria trocado a ocupação da Sorbonne, pela da UNB. Preferia o gás lacrimogêneo. Os papéis picados do centro. As reuniões clandestinas. As sessões extraordinárias de “Roda Viva”. Justo, serem vocês o fio condutor, a linha de argumentação de Zuenir Ventura. Mas admito, no que tange o congresso da UNE em Ibiúna, ali, durante a organização eu teria sido Caetano Veloso e berraria aos quatro cantos: “ Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada!”. A perspectiva presente seria melhor se sequer existisse qualquer movimento estudantil. Deu lugar ao egoísmo acadêmico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Jogando às favas os escrúpulos da consciência, o AI-5 foi instituído. Minuciosamente detalhado pelo autor, acompanha-se os passos de Costa e Silva no fatídico 13 de Dezembro. Pedro Aleixo tem seu legado quase heróico documentado e Jarbas Passarinho aproveita para não posar de madalena arrependida. O cenário e todos seus elementos, a iluminação, os figurinos, o elenco, a sonoplastia, o contra-regra, o preço do ingresso, os improvisos e a transparência cênica, são apresentados de forma tão assustadoramente claros, que a previsibilidade dos atos finais antes que as cortinas se fechem é soberana. Cai o pano. Quem não caiu, foi de Gaulle. Pelo menos não vi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Quisera eu ter participado do reveillon de Helô. E lá, jamais teria dito que aquela libação significava “o fim de uma era, e não, infelizmente, começo de uma nova”. Zuenir Ventura prova o contrário. Que o diga a líder estudantil da AP, que gritava “Quero trepar! Quero Trepar!”. Dizem que ela, virgem na festa, já perdeu a conta. A fonte é segura. Essa transformação deu tempo de eu ser testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto por Diego Ponce de Leon &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-4267237302158044316?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/4267237302158044316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=4267237302158044316' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/4267237302158044316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/4267237302158044316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/05/1968-o-ano-que-no-terminou-de-zuenir.html' title='&quot;1968 - O Ano Que Não Terminou&quot;, de Zuenir Ventura'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SD9DrljN2JI/AAAAAAAAACM/L8dv1PsgoGE/s72-c/1968.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-5507800682112422167</id><published>2008-05-13T08:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-16T08:25:01.354-07:00</updated><title type='text'>Perdendo "la ternura"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SC2nNGIRQzI/AAAAAAAAACE/GQY3egBgAcw/s1600-h/draft_lens1417876module2616525photo_smurf-marx.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200996988108227378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SC2nNGIRQzI/AAAAAAAAACE/GQY3egBgAcw/s400/draft_lens1417876module2616525photo_smurf-marx.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SC2jmWIRQyI/AAAAAAAAAB8/o2L7r4E1kzc/s1600-h/Papai_smurf.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma das mais tradicionais comunidades a co-existir entre nós, acordou abalada e profundamente sentida com uma notícia inesperada, cujas conseqüências ainda não tomaram as devidas proporções. Recebida de maneira festiva por uns e de forma fúnebre por outros, a pacata e amigável comunidade vê-se dividida e ansiosa pelos próximos acontecimentos. Unânime é certamente a expectativa de todos perante o anunciado discurso a ser lido, pelo líder comunitário, claramente devastado, Gargamel Guevara.&lt;br /&gt;O afastamento de Fidel Castro do governo cubano trouxe uma sensação de perda e derrota talvez desconhecidas do governante de botas vermelhas. Orgulhoso por manter vivo e em perfeita harmonia, o único povoado absolutamente comunista em todo o mundo, Gargamel se enfraqueceu com a queda de uma referência ideológica como Fidel. Admirava-o em demasia e utilizava-se de seus ensinamentos para manter intacto o sentimento socialista entre os smurfs. Num já longínquo passado, fora assim que tornou todos iguais em Smurflândia. Ao estipular que cada cidadão azul se vestisse da mesma forma, trabalhasse exclusivamente em equipe e não ostentasse bens materiais, atingiu gradativamente níveis de excelência comunista até então considerados impossíveis, talvez até mesmo por Lênin ou Marx.&lt;br /&gt;Gargamel, que adquiriu o sobrenome Guevara recentemente, para honrar a morte e os ideais do companheiro de outrora, recolheu-se indefinidamente, e esteve em público em duas ocasiões somente. Para anunciar o discurso que ditará as novas diretrizes da comunidade, onde deverá exprimir seu pesar pela queda de Fidel, e em rápida visita à ilha cubana , onde esteve com Raúl Castro.&lt;br /&gt;Temido e rejeitado por vários, Gargamel perde forças na manutenção de seus objetivos. Se não fosse a idade avançada de 137 anos que já o aflige, a queda de Fidel traz perspectivas indesejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num futuro breve, os smurfs talvez já usem calça jeans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto por Diego Ponce de Leon&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-5507800682112422167?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/5507800682112422167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=5507800682112422167' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5507800682112422167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/5507800682112422167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/05/perdendo-la-ternura.html' title='Perdendo &quot;la ternura&quot;'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/SC2nNGIRQzI/AAAAAAAAACE/GQY3egBgAcw/s72-c/draft_lens1417876module2616525photo_smurf-marx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-142739808996991742</id><published>2008-05-09T08:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T13:10:08.796-07:00</updated><title type='text'>Sou Brasileiro</title><content type='html'>Sou brasileiro. Tenho vergonha do meu país. Assisto perplexo as notícias que tangem a inevitável corrupção praticada por nossos eleitos. Políticos empossados com nossa benção protagonizam o mais assustador filme de terror já produzido. Digno de Bela Lugosi. Maior frustração é saber que esta película não atingirá um final feliz. Não há “mocinhos” na história e nosso herói é o principal bandido.&lt;br /&gt;Servidores públicos atuam magistralmente em seus papéis que consistem na ação de omissão. Contribuem silenciosos e imunes de culpa, para que o grande desfecho trágico atinja seu ápice. Será o triunfo! Condecorações deveriam ser distribuídas para estes ineptos coadjuvantes. Políticos são peças fundamentais para esse enredo e seriam descritos por Nelson Rodrigues como “cretinos fundamentais” nesse roteiro. Como os figurantes malandros de “Cidade de Deus” e os personagens hipócritas de Fellini.&lt;br /&gt;Nós, o povo, assistimos calados nossa própria desgraça, regados da ilusão de não sermos parte daquilo escancarado na tela diante de nossos olhos. Pagamos o ingresso. Destarte, propiciamos a existência deste entretenimento simplório, que de forma alguma jaz efêmero. Simplório somos e esta ignorância irrisória e característica, efêmera jamais fora. No final do filme, levantar-nos-emos e sairemos da sala de projeção. Munidos da vergonha daquela banalidade explícita, nada comentaremos. Afinal, qual o sentido de discutirmos algo tão natural e cotidiano? Alguém mais corajoso poderá comentar: “triste, não?!”. Será rapidamente tomado pela decepção ao receber como réplica: “faz parte” ou “é a vida, meu filho”.&lt;br /&gt;Mas todos nós esperaremos ansiosos pela seqüência e mais uma vez lotaremos a sala de projeção. Enquanto a segunda parte não chega, continuaremos a acordar às 5 da manhã, iremos abandonar nossas famílias e partir em busca do soldo nosso de cada dia que garante nossa patética existência. Afinal, não recebemos auxílios pecuniários, pelos menos não em forma de esmola. Diferentemente daqueles do filme, patrocinados por nosso suor para continuarem atuando. Ora! Eles merecem! São pessoas de valor, cultos, que sacrificaram a vida inteira para escrever o nosso destino. “Até aí, morreu Neves...”.&lt;br /&gt;Viva os filmes de Frank Capra, desprovidos de sensações intelectualizadas e conteúdo pragmático, mas protagonizados por pessoas comuns, como nós. Acima de tudo, repletos de finais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem me dera ao menos vez (...) acreditar que o mundo é perfeito, que todas as pessoas são felizes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou brasileiro e já desisti há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Diego Ponce de Leon&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-142739808996991742?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/142739808996991742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=142739808996991742' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/142739808996991742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/142739808996991742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/05/sou-brasileiro.html' title='Sou Brasileiro'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1900436487672793465.post-2318344332163572723</id><published>2008-05-08T04:58:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T05:02:57.937-07:00</updated><title type='text'>Welkomm!!!!</title><content type='html'>Faça das minhas palavras, as suas. Seja bem-vindo. O prazer é todo seu!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1900436487672793465-2318344332163572723?l=diegoponcedeleon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/feeds/2318344332163572723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1900436487672793465&amp;postID=2318344332163572723' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/2318344332163572723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1900436487672793465/posts/default/2318344332163572723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diegoponcedeleon.blogspot.com/2008/05/welkomm.html' title='Welkomm!!!!'/><author><name>Diego Ponce de Leon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12343442251393048490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_GRX-h_LPblc/S7IVoV_IMZI/AAAAAAAAAGM/8OgB59BFJFY/S220/P1130124.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
